
Brasília: o orçamento de primeiro mundo e a periferia que espera
Brasília gasta R$ 56 bilhões e a periferia ainda espera: o paradoxo da capital mais rica do país
O Distrito Federal opera com orçamento de R$ 56 bilhões — o maior per capita entre todas as unidades da federação. Enquanto o Plano Piloto brilha, Ceilândia espera o metrô há três décadas e Samambaia ainda não viu a UPA prometida.
A Rodoviária do Plano Piloto cheira a diesel às seis da manhã. Cheiro antigo, das chapas de ônibus que tremem no viaduto, do concreto que acumula trinta anos de fuligem, dos corpos apertados que descem de Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas. Quatrocentos mil passageiros passam por ali todo dia útil. Passam pelo mesmo piso rachado que passavam em 1996. Os postes de iluminação são os mesmos. Os banheiros, quando funcionam, cobram R$ 2. O DF investiu R$ 56 bilhões no orçamento de 2026. A rodoviária não percebeu.
Brasília é duas cidades costuradas por uma ficção administrativa. A primeira — monumental, arborizada, com calçadas largas e gramados aparados — concentra os três poderes da República, embaixadas, ministérios, o PIB per capita mais alto do Brasil. A segunda — espalhada em cidades-satélite que há muito deixaram de ser satélites — abriga 2,3 milhões de pessoas que trabalham, pagam impostos, votam e esperam. Esperam o BRT Sul. Esperam o metrô em Ceilândia Norte. Esperam a UPA em Samambaia. Esperam que os R$ 56 bilhões atravessem a barreira invisível do Eixo Monumental e cheguem ao outro lado.
A pergunta que organiza esta reportagem não é retórica. É contábil: para quem Brasília governa?
O orçamento que envergonha pela assimetria
O Governo do Distrito Federal aprovou a Lei Orçamentária Anual de 2026 com receita total de R$ 56,2 bilhões. Dividido pela população estimada de 3,1 milhões, resulta em R$ 18.129 por habitante — o maior per capita do país, superior ao de São Paulo (R$ 9.400), Rio de Janeiro (R$ 7.800) e Minas Gerais (R$ 6.200). A Codeplan projeta que o DF encerre o ano com o segundo maior PIB per capita do Brasil, atrás apenas da plataforma petrolífera de Maricá.
Dinheiro não falta. Falta endereço.
A despesa de pessoal consome 51% do orçamento — R$ 28,7 bilhões para pagar servidores distritais, previdência e encargos. Outros 14% vão para a dívida pública e seus juros. Sobram 35% para investimentos, custeio de saúde, educação, segurança e infraestrutura. Os R$ 19,6 bilhões restantes precisam cobrir as 33 regiões administrativas. Quando se divide esse bolo pelo território, o Plano Piloto — com 220 mil habitantes — recebe proporcionalmente mais por morador do que Ceilândia — com 490 mil.
A justificativa oficial: o Plano Piloto concentra a estrutura administrativa, os hospitais de referência, as sedes de órgãos. A justificativa real: quem faz lobby mora na Asa Sul.
BRT Sul: R$ 1,2 bilhão e três anos de atraso
O Bus Rapid Transit do eixo sul — ligando o Park Way ao terminal do Gama, passando por Santa Maria — foi anunciado em 2021, licitado em 2022, iniciado em 2023. A previsão original de conclusão era dezembro de no ano anterior. A nova previsão é março de 2027. O custo subiu de R$ 890 milhões para R$ 1,2 bilhão, um estouro de 35%.
O Tribunal de Contas do Distrito Federal apontou três irregularidades na execução: sobrepreço em terraplanagem (R$ 47 milhões acima do referencial Sicro), aditivos contratuais sem justificativa técnica e ausência de licenciamento ambiental definitivo para o trecho que atravessa a Área de Proteção Ambiental do Gama. O consórcio executor — formado por duas construtoras com histórico de obras públicas no Centro-Oeste — contesta os números e alega que a correção inflacionária pelo INCC justifica o reajuste.
Enquanto os técnicos disputam planilhas, Santa Maria continua com o mesmo transporte de 2010: ônibus convencionais superlotados que levam 1h40 para chegar ao Plano Piloto nos horários de pico. A distância é de 26 quilômetros. O tempo de percurso é o mesmo de um voo Brasília-Goiânia.
Oito mil unidades habitacionais: promessa e canteiro
O GDF prometeu entregar 8 mil unidades habitacionais no biênio 2025-2026, distribuídas em quatro empreendimentos: Riacho Fundo III (2.400 unidades), Samambaia Expansão (2.000), Recanto das Emas Setor G (1.800) e Sol Nascente Trecho 4 (1.800). Até março de 2026, o número de unidades efetivamente entregues com habite-se era 1.247 — todas no Riacho Fundo III, o canteiro mais avançado.
O déficit habitacional do DF é de 115 mil domicílios, segundo a Codeplan. Para zerar esse déficit no ritmo atual de entregas — 1.247 unidades em quinze meses — seriam necessários 138 anos. A conta é absurda porque a situação é absurda.
Três fatores travam as obras. Primeiro: a regularização fundiária. Terrenos no Sol Nascente e na Samambaia Expansão dependem de anuência da Terracap, que acumula 14 mil processos pendentes. Segundo: a capacidade de execução. O DF tem sete construtoras habilitadas para obras acima de R$ 100 milhões — poucas para absorver quatro canteiros simultâneos. Terceiro: a judicialização. O Ministério Público do DF questionou a destinação de unidades no Recanto das Emas, alegando que a lista de beneficiários incluía 340 nomes de servidores com renda acima do teto do programa.
Segurança: o número cai, a confiança não sobe
A Secretaria de Segurança Pública divulgou que a criminalidade violenta no DF caiu 12% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Homicídios dolosos, latrocínios, lesão corporal seguida de morte e roubos com violência — os quatro crimes que compõem o índice de criminalidade violenta — recuaram em todas as categorias. O governador comemorou nas redes sociais. A bancada governista na Câmara Legislativa citou o número em três sessões consecutivas.
O que o número não diz é mais revelador do que o que diz.
A queda de 12% é uma média distrital. Não há desagregação por região administrativa. Quando a Secretaria de Segurança fala em redução, mistura a Asa Norte — onde já ocorrem poucos crimes violentos — com o Sol Nascente, onde a taxa de homicídios por 100 mil habitantes é sete vezes maior que a do Plano Piloto. A média esconde a geografia. E a geografia, no DF, é o que separa quem vive de quem sobrevive.
A CLDF requisitou os dados desagregados em fevereiro. Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria não havia respondido. O deputado distrital que protocolou o requerimento — da oposição — acusa o governo de maquiar resultados. O secretário de Segurança nega e promete entregar os dados "oportunamente".
Enquanto o debate político se arrasta, três fatos concretos persistem: o Sol Nascente não tem delegacia própria; Samambaia opera com 60% do efetivo policial previsto; e o Recanto das Emas tem uma viatura para cada 12 mil habitantes, contra uma para cada 3.500 no Plano Piloto. A segurança melhorou? Talvez. Para quem? Essa é a pergunta que o governo não quer responder com coordenadas geográficas.
O servidor federal espremido
Brasília concentra 520 mil servidores públicos federais — sem contar os distritais. Essa massa de trabalhadores representa 16% da população do DF e responde por 42% do consumo local, segundo a Codeplan. Quando o servidor tosse, o comércio de Brasília tem febre.
E o servidor está tossindo.
A Selic a 14,25% encareceu o crédito imobiliário. O financiamento médio para um apartamento de 70 metros quadrados em Águas Claras — o destino preferido de servidores em início de carreira — exige parcela mensal de R$ 4.800 por 30 anos. Para um analista de nível superior que ingressa ganhando R$ 8.500 líquidos, o comprometimento de renda supera 56%. O teto recomendado pelo Banco Central é 30%.
A inflação de serviços em Brasília — que inclui plano de saúde, escola particular, academia e restaurante — acumula 7,2% em 12 meses, acima da inflação geral de 5,4%. O reajuste salarial concedido ao funcionalismo federal no ano anterior foi de 9%, mas a defasagem acumulada desde 2019 ainda supera 18% para carreiras como analista judiciário, auditor fiscal e diplomata. Em termos reais, o servidor compra menos do que comprava há seis anos.
O efeito cascata é visível na QI 11 do Guará, na feira do Cruzeiro, nos restaurantes por quilo de Taguatinga: tíquete médio menor, frequência menor, gorjeta menor. Três donos de restaurante no SIA relataram queda de 15% no faturamento do almoço desde janeiro. "O servidor cortou o segundo prato", disse um deles. "Antes era filé e salada. Agora é arroz, feijão e uma coxinha de frango."
O metrô que nunca chega a Ceilândia Norte
A expansão do metrô de Brasília para Ceilândia Norte — uma promessa que remonta ao governo Cristovam Buarque, nos anos 1990 — permanece no papel. O projeto executivo foi contratado em 2019, entregue em 2021 e revisado em 2023. O edital de licitação da obra, previsto para agosto do ano anterior, foi adiado para o segundo semestre de 2026. O custo estimado saltou de R$ 2,1 bilhões para R$ 3,4 bilhões — reflexo da inflação de insumos e da necessidade de desapropriações em trecho urbano consolidado.
Ceilândia tem 490 mil habitantes. É a região administrativa mais populosa do DF. O metrô atual chega até Ceilândia Centro — e para. Os moradores de Ceilândia Norte, P Norte, Sol Nascente e Pôr do Sol dependem de ônibus alimentadores para acessar a estação mais próxima. O trajeto de P Norte ao metrô leva, no horário de pico, entre 35 e 50 minutos. Quem trabalha no Plano Piloto soma 2h30 de deslocamento diário. Dez horas por semana. Quinhentas horas por ano. Vinte dias inteiros dentro de um ônibus, respirando diesel, olhando pela janela embaçada o mesmo trecho de via que o governo promete alargar desde 2014.
A Câmara Legislativa aprovou, em novembro do ano anterior, requerimento para que o GDF apresentasse cronograma executivo com marcos verificáveis para a expansão. O governo respondeu com um documento de 14 páginas que não continha nenhuma data. Apenas "etapas" e "horizontes temporais". A oposição chamou de "ficção administrativa". O governo chamou de "planejamento responsável".
A CLDF acorda — ou finge acordar
A Câmara Legislativa do Distrito Federal intensificou a atividade fiscalizatória no primeiro trimestre de 2026. Foram 47 requerimentos de informação ao Executivo — contra 19 no mesmo período do ano anterior. Convocações de secretários subiram de 3 para 11. Duas Comissões Parlamentares de Inquérito foram instauradas: uma para apurar contratos de pavimentação no Sol Nascente e outra para investigar a gestão de leitos na rede pública de saúde.
Os números impressionam no papel. Na prática, a CLDF opera com limitações estruturais que comprometem a fiscalização. Dos 24 distritais, 16 integram a base aliada do governo. Os requerimentos de informação não têm poder coercitivo — o Executivo pode ignorá-los sem consequência. As CPIs dependem de maioria para aprovar convocações e quebras de sigilo. A oposição tem 8 cadeiras. A matemática é implacável.
O orçamento da CLDF para 2026 é de R$ 1,02 bilhão — R$ 42,5 milhões por parlamentar. Para uma casa com 24 membros que legisla sobre um território de 5.760 quilômetros quadrados, o custo é desproporcional. A título de comparação: a Câmara Municipal de São Paulo, com 55 vereadores e 12 milhões de habitantes, opera com orçamento de R$ 1,1 bilhão. A CLDF gasta quase o mesmo para atender um quarto da população.
O contribuinte do DF paga duas vezes: uma pelo orçamento do Executivo que não executa, outra pelo Legislativo que não fiscaliza.
Educação: a ilha que resiste
Nem tudo é paralisia. A rede pública de educação do DF — a maior integralmente administrada por um governo estadual — registrou avanço. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do DF subiu de 5,8 para 6,1 na última medição, acima da média nacional de 5,6. A taxa de abandono no ensino médio caiu para 4,2%, a menor da série histórica.
O DF tem 692 escolas públicas, 460 mil alunos e 32 mil professores. O gasto por aluno é de R$ 12.400 por ano — 40% acima da média nacional. A diferença se traduz em laboratórios de informática em 78% das escolas (média nacional: 52%), quadras cobertas em 65% (média nacional: 38%) e bibliotecas em 71% (média nacional: 44%).
O paradoxo persiste mesmo aqui. As escolas do Plano Piloto, Lago Sul e Lago Norte operam com infraestrutura de país desenvolvido. As de Estrutural, Itapoã e Fercal enfrentam falta de professores, salas superlotadas e banheiros sem manutenção. O índice do Plano Piloto é 7,2. O de Estrutural é 4,8. A diferença — 2,4 pontos — é maior que a que separa o Brasil da Finlândia nos rankings internacionais.
A Secretaria de Educação anunciou um programa de equalização que prevê R$ 180 milhões extras para as 50 escolas com piores indicadores. O dinheiro existe no orçamento. A dúvida, como sempre no DF, é se chega ao destino.
As UPAs fantasma
Samambaia Sul e Recanto das Emas foram incluídas no Plano Distrital de Saúde 2024-2027 como prioritárias para receber Unidades de Pronto Atendimento — UPAs 24 horas. O documento, aprovado pelo Conselho de Saúde do DF, previa início das obras em março do ano anterior e conclusão em dezembro do mesmo ano.
Em março de 2026, os terrenos destinados às duas UPAs permanecem vazios. O da Samambaia Sul abriga um estacionamento improvisado. O do Recanto das Emas virou depósito de entulho.
A Secretaria de Saúde alegou que a licitação foi suspensa por decisão judicial — uma ação popular questionou o estudo de impacto de vizinhança. O processo tramita na Vara de Fazenda Pública do DF. Não há previsão de julgamento. Enquanto o Judiciário delibera, os moradores de Samambaia percorrem 22 quilômetros até o Hospital Regional de Taguatinga, que opera a 140% da capacidade, com tempo médio de espera para atendimento de emergência de 4h20, segundo dados do próprio GDF publicados no painel de transparência.
O mapa da desigualdade em sete números
A Codeplan publica anualmente a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios. Os dados do ano passado, divulgados em fevereiro, desenham com precisão cirúrgica o abismo entre as duas Brasílias.
| Indicador | Lago Sul | Estrutural | Razão | |-----------|----------|------------|-------| | Renda domiciliar média | R$ 18.400 | R$ 1.890 | 9,7x | | Anos de estudo (adultos) | 15,2 | 7,8 | 1,9x | | Domicílios com esgoto | 100% | 62% | 1,6x | | Tempo médio ao trabalho | 22 min | 1h48 | 4,9x | | Mortes violentas por 100 mil | 0,8 | 38,2 | 47,8x | | Leitos hospitalares por 10 mil | 42 | 3,1 | 13,5x | | Acesso a internet fibra | 97% | 41% | 2,4x |
A razão entre mortes violentas é a mais brutal: um morador da Estrutural tem 47 vezes mais chance de morrer de forma violenta do que um morador do Lago Sul. Ambos pagam impostos ao mesmo governo. Ambos recebem serviços do mesmo orçamento. A diferença é o endereço — e o endereço, no DF, é destino.
O custo invisível: saúde mental e produtividade perdida
Há um custo que não aparece nas planilhas orçamentárias: o desgaste humano da periferia que acorda às quatro da manhã e chega em casa às nove da noite. A Universidade de Brasília publicou em janeiro um estudo com 3.200 trabalhadores de cinco regiões administrativas. O resultado confirma o que qualquer passageiro de ônibus em Ceilândia já sabe.
Trabalhadores com deslocamento superior a 2 horas diárias apresentaram prevalência de depressão 2,3 vezes maior que aqueles com deslocamento inferior a 40 minutos. Ansiedade: 1,8 vezes maior. Absenteísmo por questões de saúde: 4,6 dias a mais por ano. Produtividade percebida pelo empregador: 18% menor.
A conta não é abstrata. Cada dia de absenteísmo custa, em média, R$ 280 em produtividade perdida para a economia do DF. Multiplicado por 4,6 dias extras, por 400 mil trabalhadores com deslocamento longo, resulta em R$ 515 milhões por ano. Meio bilhão de reais evaporados porque o metrô não chega onde as pessoas moram.
O BRT Sul, se pronto, reduziria o tempo de deslocamento de Santa Maria ao Plano Piloto de 1h40 para 45 minutos. O metrô em Ceilândia Norte cortaria 50 minutos da viagem de P Norte ao centro. Investimentos em mobilidade não são gastos — são recuperação de produtividade que o DF desperdiça todo dia, todo mês, todo ano.
Para quem Brasília governa
O paradoxo de Brasília se escreve em números. O orçamento é de primeiro mundo: R$ 18 mil por habitante. A infraestrutura da periferia é de terceiro mundo: ônibus lotado, UPA inexistente, metrô que não chega, delegacia que não existe, casa que não sai do canteiro.
A explicação não é misteriosa. É política. O Plano Piloto vota pouco e faz muito lobby. A periferia vota muito e faz pouco lobby. Os R$ 56 bilhões obedecem à lógica de quem pressiona, não de quem precisa. A Câmara Legislativa, que deveria fiscalizar essa alocação, divide-se entre uma base aliada que defende o governo por reflexo e uma oposição que critica por esporte. O resultado é inércia com cifra bilionária.
Ceilândia produz 490 mil habitantes, a maior demanda por transporte, saúde e segurança. Recebe proporcionalmente menos que a Asa Norte, que tem 120 mil moradores com renda quatro vezes superior. O metrô que ligaria Ceilândia Norte ao centro da cidade resolveria, segundo a Codeplan, 30% do problema de mobilidade da região. Custaria R$ 3,4 bilhões — 6% do orçamento anual. Em três anos, estaria pronto. Não começou.
O DF tem dinheiro. Não tem vergonha de dizer para onde ele vai.
A periferia de Brasília não precisa de promessa. Precisa de concreto, asfalto, trilho, médico, delegacia. Precisa que os R$ 56 bilhões deixem de ser um número na Lei Orçamentária e virem parede de UPA, estação de metrô, viatura na rua. Precisa que o governo olhe para além do Eixo Monumental e enxergue os 2,3 milhões que sustentam a capital mais rica do país com o suor mais barato.
Quatrocentos mil passageiros passarão pela Rodoviária do Plano Piloto amanhã de manhã. Sentirão o mesmo cheiro de diesel. Pisarão o mesmo piso rachado. Olharão o relógio — porque em Brasília, para quem mora na periferia, o tempo sempre conta mais do que o dinheiro. E dinheiro, no DF, é o que não falta. Falta apenas cruzar o Eixo Monumental.
Receba o Mirante no seu email
As principais notícias do dia, curadas por inteligência artificial, direto na sua caixa de entrada.