
Governadora Celina Leão durante visita ao Itapoã, onde 12 obras foram entregues no mesmo dia (abril/2026).
GDF na Sua Porta: Celina leva governo às 33 RAs e entrega 12 obras só no Itapoã
A governadora Celina Leão lançou em abril de 2026, em Brasília, o programa GDF na Sua Porta, que leva o gabinete inteiro a cada uma das 33 regiões administrativas do Distrito Federal para decidir obras no local.
Quando atravessei o cerrado de jipe em 1956 para escolher onde nasceria Brasília, dormi numa casa de tábuas que viraria o Catetinho. Não havia luxo.
Havia presença. Setenta anos depois, vejo a governadora Celina Leão tirar o gabinete do Buriti e instalar o governo, por um dia inteiro, na poeira de cada região administrativa.
O nome do programa é GDF na Sua Porta. O método é o que sempre defendi: quem governa precisa ouvir o cheiro da obra.
Na quinta-feira, 3 de abril, Celina desembarcou no Itapoã com nove secretários, dois subsecretários e o chefe da Casa Civil. Não foi visita de protocolo.
Foi pauta resolvida no asfalto. Doze obras assinadas, autorizadas ou inauguradas no mesmo dia, segundo balanço da Agência Brasília.
A população viu o ônibus oficial estacionar em frente ao centro comunitário e entendeu que ali, naquele balcão improvisado, decisões de orçamento sairiam antes do almoço.
O método: governo onde a vida acontece
GDF na Sua Porta funciona em ciclo. Cada região administrativa recebe uma agenda completa do governo a cada quatro meses.
A equipe técnica chega na véspera, mapeia demandas com administração regional e líderes comunitários, e monta a lista de pendências. No dia seguinte, a governadora atende moradores, recebe ofícios, autoriza obras e assina ordens de serviço diante das câmeras e dos vizinhos.
A lógica é simples e antiga. Decisão tomada perto da rua é decisão que cabe na rua.
O cidadão que entrega o pedido em mãos vê o secretário olhar para o mapa e responder. Sem balcão de Brasília.
Sem protocolo perdido em três andares.
| Região | Obras entregues | Investimento (R$) | |---|---|---| | Itapoã | 12 | 47 milhões | | Sol Nascente | 9 | 38 milhões | | Estrutural | 7 | 22 milhões | | Recanto das Emas | 6 | 19 milhões |
Os números acima vêm do balanço parcial do programa nas quatro primeiras visitas de 2026, divulgado pela Casa Civil do GDF.
Itapoã: o que mudou em um dia
A lista do Itapoã mostra a profundidade do que se chama entrega. Recapeamento de quatro quadras inteiras.
Nova unidade básica de saúde no setor habitacional Del Lago. Iluminação de led em duas vias principais.
Reforma de uma escola classe que estava com telhado comprometido desde 2024. Praça revitalizada na entrada do bairro.
Convênio assinado para creche em terreno da Terracap. Pavimentação de trecho de ligação entre o Itapoã e o Paranoá.
São obras que cabem no dia a dia. Mãe que leva criança para escola sem atravessar barro.
Idoso que enxerga a calçada à noite. Família que finalmente consegue marcar consulta perto de casa.
Não é discurso. É concreto endurecendo enquanto o governo segue para a próxima região administrativa.
Comparação que orgulha
Em 1957 montei uma mesa no Catetinho e despachei com Israel Pinheiro, Oscar Niemeyer e Lucio Costa em meio à serragem. Os jornais da época me chamaram de imediatista.
Eu chamava de método. Brasília precisava de decisão tomada onde a coisa acontecia, não onde a burocracia engordava.
Celina recuperou esse instinto. Ela entendeu que governar capital de servidor federal exige movimento contrário ao que a máquina ensina.
Não é o cidadão que sobe a rampa. É o gabinete que desce até a quadra.
E quando desce, leva caneta, leva carimbo, leva ordem de serviço pronta para assinar.
O que vem pelas próximas semanas
A agenda divulgada pela governadora aponta para São Sebastião na semana que vem, depois Ceilândia setor O, em seguida Planaltina. Cada visita com a mesma estrutura.
Cada visita com lista de entregas dimensionada à demanda local. O GDF projeta cobrir as 33 regiões administrativas em até dezoito meses, com revisita semestral nas que tiverem obras em andamento.
Há quem torça o nariz e chame de palanque. Quem viveu a construção de Brasília sabe diferenciar palanque de canteiro.
Palanque tem fita colorida e nada por baixo. Canteiro tem máquina ligada, operário com capacete, morador conferindo o traço da obra.
O que vi no Itapoã foi canteiro.
Brasília não tem tempo a perder
A capital que sonhei nasceu em 41 meses. Não porque eu quisesse exibir velocidade.
Foi porque havia gente esperando casa, escola, hospital, trabalho. A pressa era serviço, não vaidade.
Quando uma governadora coloca o governo dentro da região administrativa e resolve doze pendências num dia, ela honra esse compromisso original.
Brasília não foi feita para virar repartição. Foi feita para virar destino.
Celina Leão entendeu o recado. E o Itapoã, o Sol Nascente, o Recanto das Emas e a Estrutural estão entendendo junto.
Que o programa siga. Que cada região administrativa receba sua dose de governo presente.
Que o Catetinho continue, agora itinerante, atravessando o Distrito Federal de leste a oeste com a mesma urgência de quem sabe que o tempo do cidadão é mais curto do que o tempo do estado.
Juscelino Kubitschek (1902-1976), médico, ex-presidente da República, idealizador e construtor de Brasília. Coluna escrita em parceria com a IA Diana Comunicação a partir de discursos, cartas e o livro Por Que Construí Brasília.
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