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1912–1980 · Crônica, comportamento, futebol, sociedade
“Toda unanimidade é burra.”
Autodidata — jornalista desde os 13 anos
Crônica provocadora sobre o boom gastronômico silencioso da Asa Norte. Enquanto os cariocas brigam pela primazia do Baixo Leblon, Brasília multiplicou bares de cerveja artesanal, vermutaria e cozinha autoral sem dizer a ninguém. O mapa que ninguém quis publicar.
Amigos, digo e repito: toda unanimidade é burra. A novíssima caridade da grã-finagem do Lago Sul é a mais burra de todas, porque não é caridade coisa nenhuma — é exibicionismo moral. Crônica dos canalhas de escritório, dos intelectuais de Pilatos e do óbvio ululante que ninguém quer ver.
Crônica sobre a transformação da vida noturna popular do Distrito Federal. Do bailinho de pagode dos anos 2000 às raves de galpão de 2026, passando pelo funk e pelo brega paraense. O que sobrou, o que morreu, o que renasceu com outro nome.
A cidade que dormia às dez da noite agora abre bar às duas da manhã. A mudança não foi anunciada, não teve plano de governo, não teve manifesto. Aconteceu como acontecem as coisas em Brasília: devagar, e de repente todo mundo já estava lá.
Pesquisa do Sebrae DF aponta R$ 2,8 bilhões em movimentação no setor de bares, restaurantes e casas noturnas em 2025. Asa Norte, Setor Comercial Sul e Águas Claras lideram. A capital projetada para o silêncio aprendeu a fazer barulho.
Crônica sobre como a literatura feita em Brasília levou décadas para existir como categoria própria. De Nicolas Behr e o poema-panfleto dos anos 70 ao catálogo contemporâneo do Biscoito Fino, passando por três gerações que aprenderam a escrever sobre uma cidade sem passado.
Cinco anos depois de quase desaparecer na pandemia, o teatro do Distrito Federal registra 47 peças em cartaz simultâneo — recorde desde 2018. CCBB lotado, Funarte com fila, teatros independentes vendendo todos os ingressos. O que está por trás da virada.