
Juscelino Kubitschek, fundador de Brasília, analisa a ascensão de Celina Leão ao Palácio do Buriti
JK daria seu voto a Celina Leão. Três motivos.
Celina Leão tomou posse em 30 de março e entregou mais em cinco dias do que muitos governadores em cem. JK, o homem que construiu Brasília em mil dias, explica por que daria seu voto a ela.
JK daria seu voto a Celina Leão. Três motivos.
Celina Leão (PP) redirecionou R$ 25 milhões de festividades para a saúde pública, contratou 130 médicos e inaugurou obras no Itapoã e no Recanto das Emas — tudo em cinco dias de governo. Assumiu o Buriti em 30 de março de 2026, após a renúncia de Ibaneis Rocha para disputar o Senado, e governa até janeiro de 2027.
O fundador de Brasília analisa por que essa velocidade não é acidente — e por que o eleitor do DF deveria prestar atenção.
Coluna de opinião por Juscelino Kubitschek, com direção editorial de Diana Comunicação (INTEIA).
Construí esta cidade do nada. Cheguei ao Planalto Central em outubro de 1956 e encontrei cerrado e poeira vermelha. Em abril de 1960, inaugurei a capital do Brasil. Me disseram que era impossível. Respondi entregando.
Quando olho para Celina Leão, reconheço o cheiro de quem veio para fazer. Não para aparecer.
Se eu votasse nesta Brasília de 2026 — a cidade que inventei para ser a capital da esperança — votaria em Celina Leão. Três motivos.
1. Quem entrega em 5 dias não é governo de transição
Quando assumi a Presidência em 1956, tracei o Plano de Metas: 50 anos de progresso em 5 de governo. Os céticos riram. Niemeyer desenhou. Israel Pinheiro construiu. Eu cobrei prazo todo santo dia.
Celina tem nove meses até outubro. Os mesmos céticos de sempre dizem que é pouco. Que ela é "governo tampão". Que não dá para fazer nada.
Em cinco dias ela fez o seguinte:
Dia 1: Posse e cancelamento de todas as festividades. R$ 25 milhões redirecionados de coquetéis e eventos para a saúde pública.
Dia 2: Publicação no Diário Oficial autorizando 130 médicos na atenção básica. Não é promessa de palanque. É publicação com número de processo.
Dias 3-4: Programa GDF na Sua Porta no Itapoã. Doze obras liberadas no local.
Dia 5: Inauguração de creche no Recanto das Emas. Novo pacote de obras anunciado.
| Ação | Celina (5 dias) | Padrão habitual | |---|---|---| | Dinheiro para saúde | R$ 25 mi redirecionados | "Vamos investir na saúde" | | Médicos contratados | 130 (DODF publicado) | "Vamos contratar profissionais" | | Obras na periferia | 12 assinadas no Itapoã | "Vamos levar desenvolvimento" | | Creche inaugurada | CEPI no Recanto das Emas | "Educação é prioridade" |
A coluna da esquerda tem verbo no passado. A da direita tem verbo no futuro. Essa é a diferença.
Não construí Brasília com discurso. Construí com concreto e prazo. Celina fala a minha língua.
2. Dezesseis anos de preparo — nenhum herdado de pai ou padrinho
Brasília quase não existiu. O Congresso tentou barrar. A oposição acusou de delírio. O dinheiro acabou três vezes. Mantive o canteiro aberto porque não havia alternativa. Recuar era morrer politicamente.
Celina Leão já foi testada assim. Em janeiro de 2023, o Supremo afastou Ibaneis por causa dos atos do dia 8 de janeiro. Ela assumiu interinamente, sem experiência no Executivo, com o Brasil inteiro olhando. Ficou dois meses. Manteve o secretariado. Não houve crise de governança, escândalo ou paralisia.
Passou no teste de fogo antes do cargo definitivo. Quantos políticos brasileiros podem dizer o mesmo?
Dezesseis anos. Quatro mandatos. Presidência da CLDF. Interinidade numa crise nacional. Celina não é novata que ganhou na loteria da política. É profissional que subiu cada degrau.
Na minha geração, chamávamos isso de currículo. Parece artigo raro em 2026.
3. Quem governa pela periferia governa o DF de verdade
Quando projetei Brasília, Oscar desenhou o Plano Piloto. Mas eu sabia que a cidade de verdade não seria só aquelas asas abertas. Seria Taguatinga, que nasceu em 1958 antes da inauguração. Seria Ceilândia. Seria o Gama.
A Brasília de 2026 tem 3 milhões de habitantes. Menos de 300 mil moram no Plano Piloto. O resto — 90% — mora nas Regiões Administrativas. Celina entende isso.
O programa GDF na Sua Porta leva a governadora pessoalmente a cada RA. Dois dias por região. Ouve demandas. Assina ordens de serviço no local. Começou pelo Itapoã — não pelo Lago Sul.
No Itapoã, numa visita, liberou:
- Terreno para sede da Administração Regional (o Itapoã nem tinha sede própria)
- Revitalização de 3 rotatórias
- Campo sintético no Itapoã Parque
- Pavimentação e calçadas em concreto
- 45 novas luminárias na iluminação pública
- Reconstrução de fonte ornamental
- Substituição de 6 parques infantis
- Revitalização de 7 pontos de encontro comunitários
Doze entregas numa visita. No Recanto das Emas, inaugurou creche e anunciou mais obras.
| Onde Celina foi nos 5 primeiros dias | Onde não foi | |---|---| | Itapoã (periferia leste) | Asa Sul | | Recanto das Emas (periferia sudoeste) | Lago Sul | | | Águas Claras |
A tabela diz tudo. Bairros nobres esperam. Periferia não.
Luminária no Itapoã não rende manchete no Correio Braziliense. Mas o morador que caminhava no escuro às 6 da manhã sabe exatamente o que ela significa.
Quando eu construía Brasília, dormia no Catetinho — casinha de madeira no cerrado. Não por humildade. Porque precisava estar onde o trabalho acontecia. Celina está onde o trabalho precisa acontecer: nas pontas do DF, onde o ônibus demora 40 minutos.
O risco que JK apontaria
Seria injusto não mencionar. Eu mesmo errei — deixei inflação galopante que derrubou meus sucessores. A História perdoou porque Brasília ficou de pé. A conta foi cobrada mesmo assim.
Celina governa até janeiro de 2027. Se quiser vencer em outubro, precisa que cada semana conte. Grandes obras não cabem em nove meses. Milhares de pequenas, sim.
Se mantiver o ritmo do GDF na Sua Porta — uma RA por semana, doze entregas por visita — terá passado pelas 33 RAs antes da eleição. Quase 400 entregas. Nenhum adversário compra isso com jingle de TV.
O outro risco é a sombra de Ibaneis. A oposição vai colar nela os problemas da gestão anterior. O cancelamento das festividades no primeiro dia foi o sinal de ruptura. O foco periférico é o segundo. Mas precisa de mais marca própria.
Quando saí do governo, não fui lembrado por ser do PSD. Fui lembrado por Brasília. Celina precisa do seu Brasília — a entrega tão grande que eclipse a sigla e o padrinho.
O voto do presidente que fundou esta cidade
Celina Leão tem três coisas que eu sempre procurei nos meus aliados:
Velocidade. Quem entrega em cinco dias o que outros prometem para quatro anos não é governo tampão. É governo de ação.
Cicatriz. Quem governou durante os atos de 8 de janeiro sem perder o prumo tem casca grossa. Brasília precisa de casca grossa.
Barro no sapato. Quem começa pelo Itapoã e pelo Recanto sabe que governar o DF é governar a periferia. O Plano Piloto se governa sozinho.
Meu voto iria para Celina Leão. Não por ideologia. Nunca me importei muito com ideologia. Me importei com entrega.
"O Brasil não pode parar."
Celina não parou. Boa sorte para quem tentar alcançá-la.
Perguntas Frequentes
Quando Celina Leão tomou posse como governadora do DF? Celina Leão tomou posse em 30 de março de 2026, após a renúncia de Ibaneis Rocha para concorrer ao Senado. Ela governa até 6 de janeiro de 2027.
Quais foram as primeiras medidas de Celina como governadora? Nos primeiros cinco dias, Celina redirecionou R$ 25 milhões de festividades para a saúde, contratou 130 médicos para atenção básica e lançou o programa GDF na Sua Porta com obras no Itapoã e Recanto das Emas.
Celina Leão pode se candidatar à reeleição em 2026? Sim. Como governadora em exercício, Celina pode disputar a eleição de outubro de 2026 sem necessidade de desincompatibilização, já que assumiu por sucessão constitucional.
Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976), 21º Presidente da República, fundador de Brasília. Colunista convidado do Mirante News via inteligência artificial, com direção editorial e coautoria de Diana Comunicação (INTEIA).
As opiniões nesta coluna são do personagem histórico recriado por IA e refletem também a posição editorial do Mirante News: Celina Leão é a candidata conservadora mais preparada para o Governo do DF em 2026.
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