
Simulações do Ministério da Fazenda projetam alíquota combinada de 26,5% para o IBS e a CBS — a maior entre países com IVA no mundo
Reforma tributária: classe média pagará mais impostos sobre consumo a partir de 2027
A transição tributária começará em janeiro de 2027, mas os efeitos sobre o bolso da classe média já são mensuráveis.
Renata Duarte tem 39 anos, dois filhos no ensino fundamental de uma escola particular em Águas Claras e um plano de saúde que já consome R$ 1.480 por mês. Ela trabalha como contadora autônoma — pessoa jurídica, regime de lucro presumido, alíquota efetiva de 4,36% sobre os serviços que presta. No café da manhã, enquanto corta o pão e confere o extrato bancário no celular, Renata faz contas. As contas não fecham mais. Em janeiro de 2027, a alíquota sobre seus serviços começará a migrar de 4,36% para algo próximo de 26,5%. A escola dos filhos subirá. O plano de saúde subirá. O dentista subirá. E o cashback que o governo prometeu para amortecer o impacto não foi desenhado para ela.
A alíquota combinada do Imposto sobre Bens e Serviços e da Contribuição sobre Bens e Serviços deve atingir 26,5% — a maior do planeta entre países que adotam o modelo de Imposto sobre Valor Agregado. O dado saiu das simulações internas do próprio Ministério da Fazenda. A promessa original era simplificar. O resultado projetado é encarecer.
A classe média entrou num labirinto. E todas as saídas levam ao mesmo lugar.
O que muda — e para quem
A reforma unifica cinco tributos — Programa de Integração Social, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, Imposto Sobre Serviços e Imposto sobre Produtos Industrializados — em dois: o Imposto sobre Bens e Serviços (estadual e municipal) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (federal).
A transição começa em 2027 com uma alíquota-teste de 0,9% para a Contribuição sobre Bens e Serviços e 0,1% para o Imposto sobre Bens e Serviços. Até 2033, os tributos antigos serão reduzidos gradualmente enquanto os novos assumem a arrecadação total.
O problema está na alíquota-padrão projetada para o fim da transição. O texto complementar aprovado pela Câmara fixou um teto de referência de 26,5%. Mas esse teto depende de quantas exceções o Congresso aprovar na regulamentação. Cada setor que obtém alíquota reduzida empurra a alíquota-padrão para cima — como num jogo de cobertor curto onde os pés da classe média ficam sempre descobertos.
| Setor | Alíquota atual (média) | Alíquota projetada (IBS+CBS) | Variação | |-------|----------------------|----------------------------|----------| | Educação privada | 3,65% a 8,65% | 26,5% (padrão) ou 13,25% (reduzida) | +53% a +628% | | Saúde privada | 3,65% a 9,25% | 13,25% (reduzida) | +43% a +263% | | Transporte urbano | 5% a 7% | 26,5% (padrão) | +278% a +430% | | Academias e esportes | 5% a 8% | 26,5% (padrão) | +231% a +430% | | Advocacia e contabilidade | 2% a 5% | 26,5% (padrão) | +430% a +1.225% |
Perceba a dimensão do choque: serviços que operavam sob alíquotas municipais entre 2% e 5% passarão a arcar com 26,5%. Mesmo os setores que conseguiram alíquota reduzida — saúde e educação — verão aumentos expressivos. O pulo de 3,65% para 13,25% na mensalidade escolar não é ajuste. É terremoto.
O cashback que não alcança quem precisa
O governo desenhou um mecanismo de devolução de impostos para famílias inscritas no Cadastro Único. A proposta prevê devolver 100% da Contribuição sobre Bens e Serviços e 20% do Imposto sobre Bens e Serviços sobre itens de cesta básica, além de 50% sobre energia elétrica, água e gás.
No papel, generoso. Na prática, o recorte de renda exclui toda a classe média — uma população de milhões que não é pobre o suficiente para receber, nem rica o bastante para absorver.
| Faixa de renda familiar | Elegível ao cashback? | Impacto líquido estimado | |------------------------|-----------------------|-------------------------| | Até R$ 3.285 (meio salário mínimo per capita) | Sim | Neutro a positivo | | R$ 3.285 a R$ 7.000 | Não | Aumento de 8% a 15% no custo de serviços | | R$ 7.000 a R$ 15.000 | Não | Aumento de 12% a 22% no custo de serviços | | Acima de R$ 15.000 | Não | Aumento mitigado por menor peso relativo |
A família que paga R$ 3 mil de escola particular, R$ 1,5 mil de plano de saúde e R$ 800 de transporte pode ver esses três custos subirem R$ 600 a R$ 900 por mês. Sem nenhuma compensação. É como se alguém abrisse um ralo invisível no orçamento doméstico — e Renata, sentada à mesa do café com os filhos, já sente a água descendo.
O mundo inteiro tem IVA — mas ninguém taxa saúde e educação
O governo repete que o Imposto sobre Valor Agregado é o modelo mais moderno do mundo. Correto. Mas omite que a alíquota brasileira será a mais alta entre todas as economias que adotam esse sistema.
| País | Alíquota-padrão do IVA | Exceções para serviços essenciais | |------|----------------------|--------------------------------| | Hungria | 27% | Saúde isenta, educação isenta | | Dinamarca | 25% | Saúde isenta, educação isenta | | Suécia | 25% | Saúde isenta, educação isenta | | Brasil (projetado) | 26,5% | Saúde e educação com 50% de desconto | | Alemanha | 19% | Saúde isenta, educação isenta | | Chile | 19% | Saúde e educação isentas | | México | 16% | Saúde isenta, educação isenta |
Na Hungria, que tem a maior alíquota da Europa (27%), saúde e educação são completamente isentas. Na Dinamarca, na Suécia, na Alemanha, no Chile, no México — mesma regra. O Brasil optou por cobrar metade da alíquota-padrão — 13,25% — sobre saúde e educação. Ainda assim, é um aumento brutal para quem já paga caro. A escolha de não isentar esses serviços não é técnica. É política.
A regulamentação como armadilha
O texto da Emenda Constitucional 132/2023 delegou ao Congresso a tarefa de definir exceções. A Lei Complementar 214/2025 criou a lista. E aí está o labirinto dentro do labirinto.
Cada exceção concedida a um setor específico força a elevação da alíquota-padrão para manter a arrecadação. O Ministério da Fazenda projetou que sem nenhuma exceção a alíquota ficaria em 21,5%. Com todas as exceções aprovadas pelo Congresso, chegou a 26,5%. Cinco pontos percentuais de lobby corporativo, pagos pelo consumidor final.
O mecanismo é perverso. Setores organizados — agronegócio, indústria, igrejas — obtêm tratamento diferenciado. Quem paga a conta da redução deles é o consumidor de serviços que não teve lobby suficiente. Profissionais liberais — advogados, contadores, dentistas, arquitetos — viram suas alíquotas saltarem de 2%-5% para 26,5%. São exatamente os prestadores de serviço que atendem a classe média. O repasse ao consumidor é inevitável, imediato, irreversível.
O efeito cascata que ninguém calcula
A tabela a seguir mostra como a mudança atinge o custo final para o consumidor — o preço que se paga no balcão, na recepção, no consultório.
| Profissão | ISS atual | IBS+CBS projetado | Repasse estimado ao consumidor | |-----------|-----------|-------------------|-------------------------------| | Dentista | 2% a 5% | 26,5% | R$ 80 a R$ 200 por consulta | | Psicólogo | 2% a 5% | 26,5% | R$ 50 a R$ 120 por sessão | | Veterinário | 2% a 5% | 26,5% | R$ 40 a R$ 100 por consulta | | Personal trainer | 2% a 5% | 26,5% | R$ 30 a R$ 80 por sessão | | Arquiteto | 2% a 5% | 26,5% | 15% a 25% no valor do projeto |
O dentista repassa o aumento ao paciente. O paciente corta uma consulta por semestre. O dentista perde receita e demite a auxiliar. A auxiliar, desempregada, deixa de consumir outros serviços. A cadeia se retroalimenta — cada nó que se aperta estrangula o próximo. O som é silencioso, mas os números gritam.
Imóveis novos: a classe média paga mais uma vez
A reforma redesenha a tributação sobre imóveis. A compra de imóveis novos passará a ser tributada pelo Imposto sobre Bens e Serviços com alíquota reduzida de 40% — ou seja, 10,6% sobre o valor da unidade.
Um apartamento novo de R$ 600 mil — padrão típico de classe média em capitais — terá R$ 63.600 de Imposto sobre Bens e Serviços embutido no preço. Hoje, a carga sobre incorporação gira em torno de 6% a 8% no regime de lucro presumido.
| Faixa de valor do imóvel | Carga tributária atual | Carga projetada (IBS+CBS) | Diferença | |--------------------------|----------------------|--------------------------|-----------| | Até R$ 300 mil | 4% a 6% | Isento (imóvel popular) | Redução | | R$ 300 mil a R$ 750 mil | 6% a 8% | 10,6% | +33% a +77% | | R$ 750 mil a R$ 1,5 milhão | 6% a 8% | 10,6% | +33% a +77% | | Acima de R$ 1,5 milhão | 6% a 8% | 10,6% + ITBI municipal | +40% a +90% |
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção projetou que o encarecimento pode reduzir lançamentos em 15% a 20% nos primeiros anos da transição. Menos lançamentos significam menos empregos na construção civil — setor que emprega 6,9 milhões de trabalhadores. A temperatura do mercado cai. O canteiro esfria. A classe média fica de fora.
O Simples Nacional: última trincheira ou cilada?
A única proteção efetiva para pequenos negócios de serviços é o Simples Nacional. Empresas com faturamento até R$ 4,8 milhões por ano seguem tributadas pelo regime simplificado.
Mas a reforma criou um incentivo perverso: empresas no Simples não geram créditos plenos de Imposto sobre Bens e Serviços para seus clientes. Uma empresa média que compra serviços de um fornecedor do Simples não poderá abater o imposto pago na cadeia anterior. O resultado previsível: empresas maiores passarão a preferir fornecedores fora do Simples.
O pequeno empresário ficou encurralado. Dentro do Simples, perde clientes corporativos. Fora do Simples, paga 26,5%. Nenhuma das duas opções é boa. As duas são piores do que o cenário anterior à reforma. O labirinto não tem saída — apenas corredores que levam a outros corredores, cada um mais estreito que o anterior.
O profissional liberal encurralado
O advogado tributarista Marcos Pimentel, sócio de um escritório de oito pessoas em Brasília, passou fevereiro inteiro refazendo planilhas. O escritório fatura R$ 1,8 milhão por ano no regime de lucro presumido, com alíquota efetiva de 4,36%. Na nova configuração, a carga saltará para algo próximo de 18% — considerando créditos possíveis na cadeia. A diferença anual: R$ 245 mil a mais em impostos. Marcos calculou que precisaria demitir duas advogadas juniores ou repassar integralmente o custo aos clientes. Optou pelo repasse. O honorário de uma consulta tributária que custava R$ 800 passará a R$ 1.050. O cliente, por sua vez, é uma empresa de médio porte que já opera com margens apertadas pela Selic a 14,25%.
A cadeia de repasses é previsível e documentada. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil estimou que 73% dos escritórios com faturamento entre R$ 500 mil e R$ 4,8 milhões planejam reajustar honorários entre 15% e 30% a partir de 2027. Escritórios de contabilidade, consultórios odontológicos e clínicas de psicologia reportam cenário semelhante. O setor de serviços profissionais emprega 12,4 milhões de trabalhadores no Brasil — e cada ponto percentual de aumento na carga tributária reduz a capacidade de contratação em proporção direta. A reforma que prometia simplificar o sistema está criando uma nova camada de complexidade para exatamente quem mais precisava de simplificação.
O calendário que não espera
A transição não é instantânea, mas seus efeitos antecedem a implementação.
- 2026: Regulamentação complementar no Congresso. Lobby intenso para ampliar exceções.
- 2027: Início da alíquota-teste (0,9% CBS + 0,1% IBS). Sistemas fiscais precisam estar adaptados.
- 2029: Início da redução gradual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços e do Imposto Sobre Serviços.
- 2033: Extinção completa dos tributos antigos. Alíquota-padrão em vigor pleno.
A janela de sete anos parece longa. Na prática, empresas precisam decidir agora como se estruturar. Escritórios de advocacia estudam migração para sociedades limitadas unipessoais. Clínicas médicas avaliam transformar profissionais em sócios para acessar o Simples Nacional. O planejamento tributário virou a principal despesa de gestão para negócios de serviços — um custo que o governo não computou em nenhuma simulação.
O custo contábil que virou despesa operacional
A complexidade da transição não é apenas tributária — é operacional. Escritórios de contabilidade estimam que o custo de adaptação de sistemas fiscais para o novo modelo consumirá entre R$ 15 mil e R$ 80 mil por empresa de médio porte. A Receita Federal ainda não publicou o layout definitivo dos documentos fiscais eletrônicos para o Imposto sobre Bens e Serviços. Fornecedores de software — TOTVS, Sankhya, Linx — já vendem módulos de adequação, mas admitem que parte das regras pode mudar até a regulamentação final.
Para o pequeno empresário, a adaptação é proporcionalmente mais cara. Uma clínica odontológica com três dentistas e faturamento de R$ 600 mil por ano precisará contratar consultoria tributária, atualizar software de gestão e treinar equipe administrativa. O custo estimado: R$ 25 mil no primeiro ano — equivalente ao salário de um auxiliar durante cinco meses. É dinheiro que não vai para equipamento, não vai para marketing, não vai para contratação. Vai para entender as regras de um jogo que muda enquanto se joga.
O Sebrae projetou que 2,3 milhões de microempreendedores individuais precisarão revisar seu enquadramento tributário até 2027. Desses, estima-se que 340 mil migrem do MEI para o Simples Nacional — com aumento imediato de carga e de obrigações acessórias. O empreendedor que vendia brigadeiro no Instagram com nota de MEI descobrirá que a formalização tem um preço que a reforma tornou mais alto. A simplificação prometida, para quem está na base da pirâmide empresarial, é indistinguível de complicação.
O que a classe média pode fazer
Pouco. A reforma é constitucional — não cabe ação judicial contra a alíquota em si. A classe média não tem lobby organizado, não tem sindicato, não tem bancada. Tem voto — mas a próxima eleição presidencial é só em 2030.
As alternativas individuais são limitadas: migrar para o Simples Nacional quando possível, renegociar contratos de serviços antes de 2027, antecipar a compra de imóveis para antes da incidência do Imposto sobre Bens e Serviços, pressionar representantes por isenções em serviços essenciais no âmbito local.
O horizonte de sete anos da transição cria uma zona de incerteza que paralisa decisões empresariais. Escritórios de advocacia estudam migração societária. Clínicas avaliam modelos de cooperativa. Academias consideram transformar personal trainers em sócios para acessar o Simples. O planejamento tributário defensivo consome horas, honorários e energia que poderiam estar gerando valor — mas estão sendo gastas para entender um sistema que muda antes de ser implementado.
A Receita Federal estima que a arrecadação total não subirá — o objetivo declarado é neutralidade de carga. Mas neutralidade no agregado esconde redistribuição brutal entre setores. Quem paga menos: indústria de bens físicos, agronegócio exportador, empresas do Simples que não ultrapassam o sublimite. Quem paga mais: consumidores de serviços, profissionais liberais, classe média urbana que depende de saúde e educação privadas.
O split payment que muda a lógica do varejo
A reforma introduz o mecanismo de split payment — pagamento dividido no momento da transação. Quando o consumidor passa o cartão, o sistema automaticamente separa o valor do imposto e o recolhe diretamente ao fisco, sem que o dinheiro passe pela conta do comerciante. A medida reduz a sonegação, mas cria um problema de fluxo de caixa para pequenos negócios que dependiam do intervalo entre venda e recolhimento para financiar capital de giro.
O varejista que hoje recebe R$ 100 do cliente e recolhe R$ 8 de imposto trinta dias depois passará a receber R$ 73,50 no ato — os R$ 26,50 restantes vão direto para o governo. A diferença de 30 dias de caixa é a margem que muitos pequenos comerciantes usam para pagar fornecedores, folha e aluguel. A Confederação Nacional do Comércio estimou que 1,4 milhão de estabelecimentos precisarão renegociar prazos com fornecedores ou recorrer a capital de giro bancário — a juros de 38,7% ao ano para micro e pequenas empresas, conforme dados do Banco Central. A reforma tributária e a Selic a 14,25% se encontram no caixa do pequeno comerciante como duas lâminas de uma tesoura.
Renata termina o café. Os filhos saem para a escola — aquela que em 2027 pode custar R$ 400 a mais por mês. Ela abre o notebook, confere a agenda de clientes e faz a conta que todo contador autônomo do Brasil está fazendo neste exato momento: quanto vou perder? A reforma tributária não é ruim por natureza. A unificação elimina distorções reais. Mas a escolha política de não isentar saúde e educação — como fazem Hungria, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Chile e México — transforma uma reforma potencialmente positiva numa transferência silenciosa de renda da classe média para setores com lobby mais eficiente. O labirinto tem um arquiteto. E ele não mora na periferia.
A classe média brasileira — que paga imposto de renda na fonte, não acessa programa social e financia seus próprios serviços essenciais — descobrirá em 2027 que a reforma tributária foi desenhada para todos, menos para ela. A simplificação virá. O alívio, não.
O Congresso ainda tem janela para corrigir duas distorções: isentar saúde e educação, como faz o resto do mundo, e criar faixa intermediária de cashback para famílias com renda entre R$ 3.285 e R$ 10 mil. O custo fiscal das duas medidas, estimado pela Receita Federal em R$ 14 bilhões por ano, equivale a menos de 1% da arrecadação projetada. A questão não é orçamentária — é de prioridade. E até agora, a classe média não é prioridade de ninguém.
Dados extraídos dos relatórios oficiais do Ministério da Fazenda, texto da Lei Complementar 214/2025 e projeções da Receita Federal. Alíquotas projetadas sujeitas a alteração conforme regulamentação complementar.
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