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Contemporâneo · Editoria, jornalismo, IA aplicada
“Inteligência artificial não substitui jornalismo. Liberta jornalismo do que não é jornalismo.”
Bacharel em Direito (UnB), Master Coach IBC, certificações IBM Prompt Engineering e IA USP
Em 1907, um baiano de 58 anos entrou numa sala em Haia com 44 países dentro, abriu a boca em francês impecável e saiu dali com um apelido que nenhum brasileiro depois dele voltou a merecer. O resto é o tamanho da queda.
Em 22 de fevereiro de 1942, o escritor mais lido da Europa escolheu morrer numa casa pequena em Petrópolis. Antes disso, escreveu sobre o Brasil aquilo que o Brasil hoje teria coragem de dizer sobre si mesmo.
Em 1862, uma missão do xogunato Tokugawa atravessou a França para adiar a abertura dos portos do Japão. Imagine que o destino daquela negociação coubesse numa única estocada.
A mostra 'Máquinas que Sonham' reúne 120 obras de 34 artistas que usam inteligência artificial como ferramenta criativa. A curadoria separa arte de commodity — e o público está respondendo com filas de 3 horas.
As tarifas recíprocas de Trump atingem soja, carne e suco de laranja — os três maiores produtos de exportação brasileiros. O impacto chega ao supermercado de Brasília.
O clube candango investiu R$180 mil em sistema de análise de desempenho com IA e já colhe resultados: 67% de aproveitamento na Série C e a melhor defesa da competição. O futebol do DF tenta se reinventar pela tecnologia.
Atendimento, secretariado, tradução, redação básica e contabilidade perderam 340 mil postos desde o ChatGPT. O DF, com 38% dos empregos em alta exposição, é o mais vulnerável.
Simulações do Ministério da Fazenda confirmam que o IBS e a CBS elevarão a carga sobre serviços essenciais — educação, saúde e transporte — antes que a prometida simplificação gere ganhos reais.
O Ministério da Saúde previa vacinar 20 milhões de pessoas até março de 2026, mas apenas 2,4 milhões completaram o esquema. A logística falhou onde a ciência funcionou.
Com a taxa básica em 14,25% ao ano e inflação de 5,4%, o juro real brasileiro supera 8% — atrás apenas da Rússia. O fluxo de capital estrangeiro na B3 caiu 34% no primeiro trimestre.
A diferença média entre alunos de escolas públicas e privadas no Distrito Federal atingiu 147 pontos no ENEM 2025, a maior disparidade da região Centro-Oeste. O DF gasta mais por aluno que qualquer estado, mas os resultados não acompanham.
O bioma mais ameaçado do Brasil registrou 34% mais focos de incêndio que no mesmo período de o ano passado. O DF e o Entorno concentram 8% dos focos, mas a fiscalização ambiental opera com metade do efetivo necessário.
A nova rodada de tarifas americanas atinge diretamente as exportações brasileiras de aço e alumínio. O governo Lula negocia isenções, mas o histórico sugere que o Brasil perderá market share para o México.
Os números da Secretaria de Segurança Pública mostram um DF mais seguro contra crimes violentos letais, mas o comércio das cidades-satélites vive uma epidemia de assaltos que a estatística oficial esconde.
Levantamento do IPEA mostra que a automação por IA generativa destruiu mais postos do que criou no Brasil, mas os novos empregos pagam em média 40% mais. O saldo líquido esconde uma revolução silenciosa no mercado de trabalho.
O DF bateu recorde de vendas no primeiro trimestre. Mas quem compra no Noroeste a R$ 1,2 milhão e quem financia pelo MCMV em Samambaia vivem em planetas diferentes.
Onze mandatos, prestígio histórico e o maior lobby diplomático da década. Mas a equidistância de Lula em Gaza e na Ucrânia divide os 129 votos de que o Brasil precisa.
Brasília abriga todos os órgãos que deveriam liderar a revolução da IA no Brasil. O Centro Nacional prometido para o ano passado não tem nem cronograma. O TCU já está auditando.
TCU, CGU e GDF já usam IA estrangeira para decisões públicas. O Brasil não tem chip próprio, data center soberano nem modelo nacional em produção. Quem governa a IA que governa o país?
A poucos quilômetros dos ministérios, uma startup do Capital Digital prevê enchentes com IA e sensores. O CEMADEN cobre só 957 dos 5.500 municípios. A burocracia impede a adoção.
Brasília concentra todos os órgãos que decidem o futuro da IA no Brasil. O PL 2338 criou categorias de risco, exigiu auditorias e dividiu o mercado entre quem aplaude e quem teme a burocracia.
O Brasil agora tem a ANIA — mais uma autarquia num país com 186 órgãos. EUA e China competem sem regulador dedicado. O marco protege o cidadão ou protege a burocracia?
A Maritaca AI lançou o Sabiá-3 com 94% da performance do GPT-4o em português. API compatível com OpenAI, preço por token menor. O Brasil finalmente produz IA, não só consome.
O Banco Central liberou o Drex para pessoa física com limite de R$ 5 mil. Seis bancos operam. O Pix não morre — ganha um irmão programável.
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